
Fonte: HenriCartoon
O Primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou, em exclusivo à Imprensa dos Nabos, o aumento do IVA para 33%, em vez dos 23% anunciados ontem em conferência de imprensa.
A justificação para o lapso é compreensível. "Ando a tomar uns comprimidos que me fazem trocar a ordem das coisas. Foi um erro que lamento. Mas também... é o meu número da sorte, do dia em que fui ao médico fazer um exame à próstata e ele me pediu para contar até 33, enquanto me examinava", explicou Sócrates.
Assim, em 2011, Portugal atingirá o valor record de 33% de taxa de IVA, candidatando-se, de forma clara e inequívoca, à entrada para o primeiro lugar no Livro do Guiness, na categoria de "País que mais chula o povo". "Temos a certeza que vamos ganhar", frisou Sócrates. Os políticos portugueses deixam assim de lado a ambição em vencer a candidatura ao Mundial de Futebol de 2018/2022, substituindo-a por algo em que são realmente bons: cobrar impostos!
O Primeiro-ministro justificou o aumento da carga fiscal para diminuir o défice, com a necessidade de todos pagarem a crise. "Queremos que, verdadeiramente, toda a gente sinta o apertar do cinto. É que a população está a engordar a olhos vistos. Assim a ver se comem menos", disse Sócrates. "Aos anos que tentamos controlar os gastos desta gente, obrigando-os a reduzir despesas. Tomamos agora medidas mais drásticas para aprenderem o que é bom para o bolso", acrescentou.
Contudo, tal como num jogo de poker, guardadas na manga, o Primeiro-ministro tem ainda algumas cartas que pretende apostar à última hora, se os portugueses, como até aqui, continuarem a viver "à grande e à francesa". "Estamos dispostos a aumentar o número de horas de trabalho e a reduzir proporcionalmente os vencimentos", afirmou Sócrates. "Quanto mais tempo passarem a trabalhar, menos tempo têm para gastar dinheiro", concluiu.
Sem comentários:
Enviar um comentário